
O Febraban Tech 2026, realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, terminou revelando os números que sustentam o discurso de inovação do setor financeiro brasileiro. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, os bancos do país vão investir R$ 50 bilhões em tecnologia neste ano, e, desse total, cerca de R$ 5 bilhões serão destinados exclusivamente à cibersegurança, o equivalente a 10% de todo o orçamento de TI do setor.
O dado não é só grande, é revelador de prioridade. Um em cada dez reais que o setor bancário brasileiro investe em tecnologia vai direto para proteção contra ataques e fraudes, e não para inovação em produto, atendimento ou automação.
Por que a cibersegurança consumiu esse espaço no orçamento
Esse patamar de investimento não surge no vácuo. O setor financeiro é, historicamente, um dos alvos mais visados por ataques cibernéticos no Brasil, e a digitalização acelerada dos últimos anos, que trouxe Pix, Open Finance e agentes de IA para dentro da operação bancária, também ampliou a superfície de ataque disponível para criminosos.
Quanto mais um banco digitaliza atendimento, pagamento e decisão de crédito, maior a quantidade de pontos que precisam ser protegidos simultaneamente, e é esse crescimento paralelo, entre inovação e risco, que explica por que cibersegurança deixou de ser item de suporte e passou a disputar orçamento diretamente com iniciativas de crescimento.
O que isso sinaliza para o mercado de tecnologia
Um investimento de R$ 5 bilhões concentrado em um único setor da economia tem efeito cascata sobre toda a cadeia de fornecedores de tecnologia (de empresas de software de segurança a fabricantes de hardware que sustentam a infraestrutura física dessas operações. Terminais de atendimento, pontos de pagamento e a rede que conecta cada agência à infraestrutura central do banco continuam sendo a camada física sobre a qual toda essa segurança digital precisa se apoiar.
Foi exatamente nesse espaço que a Daten esteve presente no Febraban Tech 2026, no estande B12, em parceria com a Solutis, levando ao setor financeiro soluções de hardware para atendimento bancário, incluindo pinpads voltados a áreas de atendimento ao cliente, um dos pontos de contato que mais depende de equipamento confiável e seguro para funcionar sem falha.
O outro lado do investimento: inovação também segue a todo vapor
O orçamento de R$ 50 bilhões não se concentra só em proteção. A pesquisa também mostrou o setor bancário avançando em decision intelligence, agentes de IA para atendimento e crédito, e GPUs como serviço, com uma empresa apresentada durante o evento oferecendo redução de até 50% no custo de processamento via GPU para o mercado financeiro. Ou seja: o setor investe pesado tanto em atacar novas fronteiras de eficiência quanto em proteger o que já construiu.
Conclusão
Os números do Febraban Tech 2026 deixam um recado claro para qualquer empresa que forneça tecnologia ao setor financeiro: cibersegurança não é mais linha de custo secundária, é prioridade orçamentária declarada, com peso equivalente a um décimo de todo o investimento em tecnologia do setor. Para fornecedores de hardware e infraestrutura, como a Daten, isso reforça a relevância de estar presente exatamente onde essa proteção começa, na camada física que sustenta cada transação e cada ponto de atendimento bancário.

